Os Dez Mandamentos foram abolidos?
Uma das ideias mais comuns que ouvimos no mundo cristão é que os Dez Mandamentos, dados a Moisés no livro de Êxodo, foram abolidos, pregados na cruz ou simplesmente deixaram de ter efeito.
Mas isso é logicamente possível? Será que o Deus de todo o universo poderia ter apagado Sua lei depois de milhares de anos de luta contra o mal humano? Aparentemente, essa é a lógica que muitos cristãos evangélicos seguem; no entanto, vamos explicar por que isso não pode estar correto.
Primeiro, teríamos que saber: Quando a lei começou?
No pensamento cristão em geral, existe a ideia de que a lei começou com Moisés ou com os judeus; no entanto, nada poderia estar mais distante da verdade.
Temos evidências bíblicas de que Deus instituiu o quarto mandamento já na primeira semana da criação, que é o mandamento do sábado:
“Assim foram concluídos os céus e a terra, e todo o seu exército. E no sétimo dia Deus terminou a obra que tinha feito, e descansou no sétimo dia de toda a obra que tinha feito. Então Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que Deus criara e fizera.” (Gênesis 2:1–3)
Essa cena ocorre no Jardim do Éden, depois que a criação da terra e de tudo o que nela havia sido completada; portanto, sabemos que o quarto mandamento foi instituído milhares de anos antes de Moisés nascer ou antes de qualquer judeu existir.
Podemos confirmar com grande confiança que Deus verdadeiramente manteve um padrão e uma lei durante os tempos antediluvianos (antes do Dilúvio), porque Deus julgou o mundo inteiro enviando o Dilúvio como demonstração de Seu julgamento contra ele. Entre os principais motivos que a Bíblia apresenta para a destruição do mundo antediluviano estão: pensamentos malignos, violência, corrupção, racismo e guerras (Gênesis 6:5; Gênesis 6:11; Mateus 24:37).
Da mesma forma, Sodoma e Gomorra — duas cidades pós-diluvianas (depois do Dilúvio), mas muito antes de Moisés — também foram julgadas. Alguns dos principais motivos para o julgamento de Sodoma e Gomorra foram: imoralidade sexual, fornicação, estupro, orgulho, gula, complacência e preguiça (Judas 1:7; Ezequiel 16:49; Gênesis 18:20).
Então, se Deus não operasse com uma lei ou padrão, como poderia ter sido justo ao julgar essas civilizações se elas não estivessem cientes do padrão de Deus? Um julgamento justo não pode ser dado a menos que a outra parte esteja ciente de quais são as leis. A realidade é que Deus tinha um padrão, e essas civilizações realmente estavam cientes dele, mas escolheram ignorá-lo e seguir seus próprios prazeres.
Noé pregou por 120 anos antes de o Dilúvio vir. Será que Noé pregava uma restauração da moralidade? Claro que sim; a Bíblia confirma:
“E não poupou o mundo antigo, mas salvou Noé, pregador da justiça, com sete outros, trazendo o dilúvio sobre o mundo dos ímpios.” (2 Pedro 2:5)
A lei era apenas para os judeus?
Este é outro argumento muito comum que muitos usam para apoiar a ideia de que os Dez Mandamentos não estão mais em vigor.
No entanto, a lei não poderia ter sido apenas para os judeus. A lei esteve presente para Adão e Eva; esteve presente para o mundo antediluviano; esteve presente para Sodoma e Gomorra, entre outras figuras bíblicas que viveram muito antes da teocracia de Israel.
Será que Deus não instituiu o sábado e o quarto mandamento no Jardim do Éden? Além disso, há evidências adicionais de que os mandamentos estavam presentes antes do capítulo 20 de Êxodo, pois em Êxodo 16 Deus fez chover maná do céu para os israelitas. Durante cinco dias o maná caiu; no sexto dia, caiu o dobro da quantidade (porque era o dia de preparação para o sábado), e no sábado não caiu nenhum maná sobre o acampamento.
Isso é evidência de que a lei já estava em vigor quatro capítulos antes de os mandamentos serem escritos por Deus em pedra e entregues a Moisés.
Jesus mudou os mandamentos para apenas dois?
“Mestre, qual é o grande mandamento da lei?”
Jesus lhe disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:36-40)
Esse argumento também tem sido usado para descartar qualquer tipo de obrigação que venha com guardar os Dez Mandamentos exatamente como foram dados nas tábuas de pedra.
No entanto, quando Jesus responde que estes são os dois grandes mandamentos, Ele não está substituindo os Dez Mandamentos por apenas dois, mas sim resumindo-os em dois.
Deus deu a Moisés duas tábuas de pedra escritas com Seu próprio dedo. A primeira tábua inclui quatro mandamentos; esses quatro primeiros, como os encontramos na Bíblia, estão relacionados a Deus:
Não terás outros deuses além de Mim
Não farás imagens (idolatria)
Não tomarás o nome do Senhor em vão
Lembrarás do dia do sábado, pois Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo
A segunda tábua inclui seis mandamentos; estes estão relacionados ao nosso relacionamento com outros seres humanos:
Honrarás teu pai e tua mãe
Não matarás
Não adulterarás
Não furtarás
Não darás falso testemunho
Não cobiçarás
Da mesma forma, quando nosso Salvador disse: “Ama a Deus e ama ao teu próximo”, Ele estava simplesmente se referindo às duas tábuas dos mandamentos, não substituindo os Dez Mandamentos por apenas dois.
Além disso, o Salvador afirma no versículo 40 do mesmo capítulo: “Nesses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22:40), tornando ainda mais claro que toda a Lei depende desses dois mandamentos.
O que a Bíblia diz sobre a duração da lei?
Pelo que podemos ver, a lei está em vigor para todo o mundo desde a primeira semana da criação. Agora, o que a Bíblia diz sobre quanto tempo permaneceremos sob Sua santa lei? Por que ela desapareceria depois de 4.000 anos com o sacrifício de Cristo? Vejamos alguns versículos que nos dão uma ideia de quanto tempo a lei permanecerá em vigor:
Êxodo 31:17 (O Sábado)
“É um sinal para sempre entre Mim e os filhos de Israel; porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, e ao sétimo dia cessou e descansou.”
Eclesiastes 12:13
“O fim de tudo o que se ouviu: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos, pois isto é o dever de todo homem.”
Isaías 66:23
“E acontecerá que de uma lua nova à outra, e de um sábado ao outro, toda a carne virá a adorar diante de Mim,” diz o Senhor.
Dessa forma, vemos que todo o propósito do ser humano é guardar a lei, e que o sábado é um sinal perpétuo, além de ser guardado até mesmo no céu, como Isaías afirma. A igreja dos últimos dias também guarda os mandamentos de Deus:
Apocalipse 12:17
“Então o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra contra o restante da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.”
Apocalipse 14:12
“Aqui está a perseverança dos santos; aqui estão aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
E quanto às passagens que dizem ‘não estamos sob a lei’?
Romanos 6:14
“Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.”
Romanos 10:4
“Porque Cristo é o fim da lei para justificação de todo aquele que crê.”
Esses versículos, entre outros, têm sido usados pelo mundo evangélico, e seu significado foi distorcido para descartar completamente a obediência aos Dez Mandamentos de Deus; no entanto, devemos levar em conta o contexto e o que Paulo realmente quer dizer quando afirma: “não estamos debaixo da lei”.
Será que Paulo poderia contradizer o próprio Salvador, que declarou: “Nem um jota ou um til passará da lei”? Isso está longe da verdade.
Será que Paulo poderia contradizer outros autores inspirados que dizem que haverá um julgamento baseado na lei? (Tiago 2:10–13).
Será que Paulo poderia contradizer João, que em suas cartas proclama que aquele que diz conhecer Jesus, mas não guarda Seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele? (1 João 2:3–4).
A realidade é que, quando Paulo diz: “não estamos debaixo da lei”, ele está se referindo a vários pontos importantes: não estamos debaixo da condenação da lei, nem debaixo da lei como um sistema para ganhar a salvação.
O mesmo autor menciona em Romanos 6:15: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja maior? De modo nenhum.” Da mesma forma, ele repete em Romanos 3:31: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes confirmamos a lei.”
Se existe a Marca da Besta, existe também a Marca de Deus.
Assim como a Bíblia nos adverte sobre a marca de autoridade da besta, ela também nos revela qual é a marca de autoridade do Deus vivo.
Gênesis 2:3 E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.
Esta obra, realizada na PRIMEIRA SEMANA da criação do mundo, tornou-se um memorial que nos aponta para a história da CRIAÇÃO e, portanto, nos dirige ao CRIADOR. Vejamos o que a Bíblia nos diz sobre isso:
Êxodo 31:17 “O sábado é um SINAL eterno entre Mim e os filhos de Israel; porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, e no sétimo dia cessou e descansou.”
O sábado é um SINAL PERMANENTE que nos mostra quem é o Criador.
Advertência FINAL da Terra
“Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro” — (Revelation 14:9–10)
Como parte das mensagens dos três anjos em Apocalipse, capítulo 14, somos advertidos de que a mensagem final é uma ADVERTÊNCIA para não receber a marca da besta. Aqueles que a receberem participarão e experimentarão a ira de Deus sobre si, manifestada nas sete últimas pragas.
“Vi no céu outro sinal grande e admirável: sete anjos tendo os sete últimas pragas, pois com estes se consumou a cólera de Deus.” — (Revelation 15:1)
“Quando a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido quanto à obrigação do verdadeiro sábado, então todo aquele que transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem autoridade superior à de Roma, estará honrando o papado acima de Deus. Está adorando a besta e a sua imagem.”
— O Grande Conflito
Desde as evidências arqueológicas e históricas que demonstram que a Bíblia é um documento confiável e verdadeiro, até as profecias mais relevantes dos últimos dias, a série “Ataque Total” nos ensina os métodos de engano e ataque usados por Satanás contra Cristo, e como os eventos finais deste mundo se desenrolarão.